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title: "Preço da soja cai na maioria das praças brasileiras com dólar em baixa"
url: https://dailyjournal.news/news/2026-10-28/preco-da-soja-sobe-em-paranagua-mas-recua-na-maioria-das-pracas
published: 2026-10-28T10:15:16.922632+00:00
updated: 2026-10-28T21:32:45.57+00:00
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language: pt-BR
publisher: "Daily Journal"
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# Preço da soja cai na maioria das praças brasileiras com dólar em baixa

Apesar da alta pontual no porto de Paranaguá, a cotação da soja recuou em diversas regiões do Brasil pressionada pela desvalorização do dólar e dos prêmios de exportação.

## Pontos principais

- O indicador Cepea/Esalq para a soja em Paranaguá subiu 1,20%, atingindo R$ 157,41 a saca.
- A desvalorização do dólar, que caiu 0,97% para R$ 5,35, pressionou os preços internos da commodity.
- Praças como Ponta Grossa, Primavera do Leste e Luís Eduardo Magalhães registraram quedas entre R$ 1 e R$ 3 por saca.
- A redução dos prêmios de exportação contribuiu para o cenário de desvalorização em grande parte do território nacional.
- Estudos da Serasa Experian alertam que o fenômeno El Niño pode reduzir a safra brasileira de 2026/27 em até 9,7%.
- O mercado físico brasileiro mantém ritmo de negociações limitado, com produtores priorizando o plantio da nova safra.

O mercado brasileiro de soja apresentou comportamento misto nesta semana, com o preço da saca registrando alta apenas no porto de Paranaguá, onde o indicador Cepea/Esalq avançou 1,20% para R$ 157,41. Em contrapartida, a maioria das praças monitoradas pela AgRural sofreu desvalorização, refletindo diretamente a queda de 0,97% na cotação do dólar, que fechou a R$ 5,35, além da retração nos prêmios de exportação. Regiões produtoras importantes, como Ponta Grossa, Primavera do Leste e Luís Eduardo Magalhães, observaram recuos nos preços entre R$ 1 e R$ 3 por saca.

Além da volatilidade cambial, o setor lida com incertezas climáticas que impactam as projeções para a safra 2026/27. Um estudo da Serasa Experian aponta que a influência de um El Niño forte pode resultar em uma quebra de safra de 17,6 milhões de toneladas, reduzindo a produção nacional para 163,6 milhões de toneladas. Diante desse cenário, a comercialização no mercado físico permanece limitada, com os produtores rurais mantendo o foco voltado para o avanço do plantio da nova temporada em vez de novas vendas imediatas.

## Fontes

- [Soja sobe no mercado brasileiro, mas negócios seguem pontuais; Chicago fecha em baixa](https://www.canalrural.com.br/agricultura/projeto-soja-brasil/soja-sobe-no-mercado-brasileiro-mas-negocios-seguem-pontuais-chicago-fecha-em-baixa/) (2026-10-28)
- [Dólar forte aumenta paridade de exportação do algodão, mas mercado interno segue lento](https://globorural.globo.com/agricultura/algodao/noticia/2026/10/dolar-forte-aumenta-paridade-de-exportacao-do-algodao-mas-mercado-interno-segue-lento.ghtml) (2026-10-28)
- [Soja sobe em Chicago com temor de quebra de safra no Brasil por causa de El Niño](https://www.canalrural.com.br/agricultura/soja/soja-sobe-em-chicago-com-temor-de-quebra-de-safra-no-brasil-por-causa-de-el-nino/) (2026-10-28)
- [Preço da soja registra nova alta no porto de Paranaguá](https://globorural.globo.com/cotacoes/noticia/2026/10/preco-da-soja-registra-nova-alta-no-porto-de-paranagua.ghtml) (2026-10-28)

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