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title: "Empresários britânicos criticam falta de apoio no orçamento de Healey"
url: https://dailyjournal.news/news/2026-10-28/empresarios-britanicos-criticam-falta-de-apoio-no-orcamento-de-healey
published: 2026-10-28T18:15:20.64872+00:00
updated: 2026-10-28T20:15:25.57042+00:00
categories: ["economy", "world"]
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language: pt-BR
publisher: "Daily Journal"
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# Empresários britânicos criticam falta de apoio no orçamento de Healey

Três entidades empresariais do Reino Unido (CBI, BRC e BCC) dizem que o Orçamento do chanceler John Healey não dá alívio suficiente às empresas, embora reconheçam alguns avanços, como o alívio de business rates para o varejo.

## Pontos principais

- A CBI diz que as contas de energia das empresas britânicas são cerca de um terço mais altas que as de concorrentes europeus.
- A BRC calcula que o congelamento real dos business rates do varejo, hospitalidade e lazer equivale a alta de 3,5%, ou cerca de £250 milhões a mais em abril.
- A BRC diz que 70 mil pequenos negócios de rua saem da cobrança de business rates, mas as 500 mil lojas médias e grandes pagam mais.
- A BRC diz que o salário mínimo acima da inflação, sem corte nas contribuições patronais (NICs), adiciona £2 bilhões aos £6,5 bilhões de custos de pessoal acumulados em dois anos.
- A BRC diz que o varejo enfrenta £41 bilhões em tributos empresariais neste ano e que mais de 120 mil empregos foram perdidos em dois anos.
- A BRC diz que a conta de eletricidade do setor deve subir £440 milhões neste ano, sem mudança no consumo.
- A BCC diz que não há ajuda com energia fora do British Industrial Competitiveness Scheme e que mais da metade das empresas afirma que a energia as pressiona a subir preços.
- A BCC lembra que os £100 milhões para o Local Apprenticeship Service já tinham sido anunciados.
- A BRC diz que o Reino Unido é a única grande economia europeia sem esquema de tax-free shopping.
- A BRC diz que os cortes de tarifas de importação de alimentos quase não compensam o custo dos supermercados.

Três entidades empresariais do Reino Unido criticaram o Orçamento do chanceler John Healey por não trazer alívio suficiente às empresas: a Confederação da Indústria Britânica (CBI), o Consórcio do Varejo Britânico (BRC) e a Câmara de Comércio Britânica (BCC). A CBI diz que o texto não está à altura da ambição do governo e que não há nada de concreto que dê fôlego à maioria das empresas, que pagam mais caro por energia do que seus concorrentes europeus.

Mesmo assim, as entidades reconhecem alguns avanços. A CBI aplaude o alívio de business rates para varejo, hospitalidade e lazer, e a BCC cita o Founders Relief como medida positiva. A BRC, por outro lado, classifica como cortina de fumaça o congelamento real dos business rates do varejo, que na prática sobe a conta.

Sobre o adicional cobrado dos bancos, a CBI pede que ele tenha prazo limitado, e a BCC alerta que pode encarecer e restringir o crédito. A BRC, por sua vez, pede que o governo não espere pelo Orçamento de 2027 nem pela revisão Milburn para agir contra o desemprego jovem.

## Fontes

- [Healey praised business. The feeling was not mutual](https://www.ft.com/content/1c9a9c4d-5f84-40e7-bd2f-fe55e9e0d3a7?syn-25a6b1a6=1) — Financial Times (2026-10-28)
- [British Business Laments Healey’s Lack of Help in Budget](https://www.bloomberg.com/news/articles/2026-10-28/british-business-laments-healey-s-lack-of-help-in-budget) — Bloomberg (2026-10-28)

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