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title: "Queda do desmatamento evitou R$ 1,16 trilhão em danos climáticos, estima FGV"
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published: 2026-10-20T21:15:31.475391+00:00
updated: 2026-10-20T23:31:49.843+00:00
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language: pt-BR
publisher: "Daily Journal"
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# Queda do desmatamento evitou R$ 1,16 trilhão em danos climáticos, estima FGV

No Brasil, a queda do desmatamento em 2023-26 evitou 1,49 bilhão de toneladas de CO₂e, que Bráulio Borges (Ibre/FGV) converte em danos climáticos globais evitados.

## Pontos principais

- No cenário central de Borges, com CSC de US$ 145 por tonelada de CO₂, o ganho global é de US$ 216 bilhões (R$ 1,16 trilhão).
- Com outras premissas de CSC, o ganho global vai de US$ 115 bilhões, na mediana de estudos recentes, a quase US$ 2 trilhões, no valor de Bilal e Känzig (2026).
- Para a economia brasileira, o ganho fica entre R$ 67 bilhões e R$ 192 bilhões, conforme o CSC local adotado.
- No ciclo PRODES de agosto de 2025 a julho de 2026, o desmatamento na Amazônia caiu 41,8%, para 3.335 km², o menor da série iniciada em 1988; no Cerrado, a queda foi de 23,8%.
- Em relação à média de 2019-22, o desmatamento evitado em 2023-26 chega a 22,3 mil km².
- Os cálculos de CSC não incluem os rios voadores: o fluxo de chuva que a floresta preservada gera para a agricultura, em valor presente, vale ao menos US$ 4,2 bilhões (R$ 22 bilhões).

A redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado entre 2023 e 2026 evitou danos climáticos globais, segundo estimativa de Bráulio Borges, economista do Ibre/FGV. A conta compara o desmatamento brasileiro com a média de 2019-22, que Borges adota como cenário sem a guinada de política a partir de 2023, e valora as emissões evitadas pelo Custo Social do Carbono (CSC). Borges reconhece que é estimativa dele, não contagem oficial, e que o resultado é muito sensível às premissas do CSC, como a taxa de desconto e a função de dano.

Os dados do SEEG vão só até 2024, então Borges estima as emissões de 2025 e 2026 por uma regressão entre emissões líquidas de uso da terra e desmatamento medido pelo PRODES. O Ministério do Meio Ambiente calcula 1,1 bilhão de toneladas de CO₂ evitadas no período, número que Borges usa como piso.

Borges considera que mesmo o CSC local subestima o valor da floresta em pé. A literatura climatológica situa um ponto de inflexão entre 20% e 25% de desmatamento acumulado, patamar próximo ao da Amazônia brasileira, e o autor sugere que o principal ganho da queda talvez seja ter afastado o país desse limiar, algo que nenhuma estimativa capta.

## Fontes

- [Queda de desmatamento rendeu até R$ 192 bilhões para a economia do Brasil, estima FGV](https://www.infomoney.com.br/brasil/queda-de-desmatamento-rendeu-ate-r-192-bilhoes-para-a-economia-do-brasil-estima-fgv/) — InfoMoney (2026-10-20)
- [Queda de desmatamento no Brasil gera R$ 1,16 trilhão à economia global](https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-10/queda-de-desmatamento-no-brasil-gera-r-116-trilhao-economia-global) — Agência Brasil (2026-10-20)

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