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title: "COP17 da Biodiversidade inicia revisão de metas globais na Armênia"
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published: 2026-10-18T12:00:57.420372+00:00
updated: 2026-10-18T12:31:46.029+00:00
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publisher: "Daily Journal"
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# COP17 da Biodiversidade inicia revisão de metas globais na Armênia

A CDB diz, em relatório que serve de base para a primeira revisão global na COP17, em Yerevan (Armênia), que o ritmo atual não basta para as metas de 2030.

## Pontos principais

- A CDB registra que 162 das 196 Partes (83%) já definiram metas nacionais alinhadas ao Marco, contra cerca de metade na revisão final das Metas de Aichi, em 2020.
- Cada Parte cobre, em média, 22 das 23 metas globais, mas muitos elementos-chave dessas metas não são tratados ou aparecem de forma fraca nas metas nacionais.
- Nenhuma das 23 metas tem quadro totalmente positivo, e menos da metade das Partes que reportaram considera suas metas nacionais no caminho certo para qualquer meta global.
- As metas 6, 12, 15, 16, 18 e 19 são as que com menos frequência as Partes autoavaliam como no caminho certo.
- A CDB diz que a meta de US$ 20 bilhões por ano em recursos internacionais para biodiversidade, em 2025, provavelmente não foi atingida; a avaliação definitiva depende de dados de 2025 ainda não reportados.
- Segundo a CDB, sem implementação acelerada as metas de 2030 não serão atingidas, e ainda é cedo para detectar mudanças nos resultados da biodiversidade.
- Mais de 100 atores que não são governos nacionais enviaram compromissos ao portal criado para isso, mas a CDB aponta pouca informação sobre os meios de implementação de que dispõem.
- Ecossistemas marinhos, costeiros e de águas interiores aparecem sub-representados em relação aos terrestres, segundo a CDB.
- Muitas Partes têm dados quantitativos para as metas 1, 2, 3, 4 e 10, mas nenhuma reportou todos os indicadores-chave.

A COP17 da Convenção sobre Diversidade Biológica, em Yerevan, na Armênia, faz a primeira revisão global do Marco Global de Kunming-Montreal, adotado em 2022. No prefácio do relatório State of Biodiversity Action, António Guterres afirma que o documento delineia as ações urgentes necessárias para as metas de 2030. A secretária-executiva da CDB, Astrid Schomaker, escreve que o relatório é a primeira avaliação do progresso coletivo e serve de base para as deliberações.

As lacunas se dão em três frentes: metas nacionais que não cobrem todos os elementos das metas globais, avanço desigual entre metas e ecossistemas, e barreiras de meios de implementação, como financiamento, capacitação e transferência de tecnologia. A CDB considera provável que essas barreiras pesem mais sobre os países menos desenvolvidos e os pequenos Estados insulares em desenvolvimento, mas esses últimos enviaram proporcionalmente menos relatórios nacionais a tempo, e sua experiência fica sub-representada.

Os dados são o gargalo: a maioria dos indicadores não tem séries temporais comparáveis e raramente é desagregada por ecossistema, sexo ou idade. A CDB avalia que as Partes podem não ter a informação de que precisam para implementar o Marco, o que dificulta o avanço.

## Fontes

- [COP17 da Biodiversidade começa segunda-feira na Armênia](https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-10/cop17-da-biodiversidade-comeca-segunda-feira-na-armenia) — Agência Brasil (2026-10-18)
- [COP17 da Biodiversidade abre revisão de metas globais na Armênia](https://www.canalrural.com.br/politica/cop17-da-biodiversidade-abre-revisao-de-metas-globais-na-armenia/) (2026-10-18)

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