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title: "Banco Central mantém vigilância contra efeitos de choques de oferta"
url: https://dailyjournal.news/news/2026-08-11/banco-central-monitora-choques-de-oferta-e-promete-firmeza-contra-inflacao
published: 2026-08-11T11:32:06.166769+00:00
updated: 2026-08-11T15:45:59.048182+00:00
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publisher: "Daily Journal"
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# Banco Central mantém vigilância contra efeitos de choques de oferta

O Copom reforçou que monitorará a volatilidade do petróleo e intervirá caso choques de oferta gerem efeitos secundários que ameacem a meta de inflação.

## Pontos principais

- O Banco Central manterá vigilância sobre efeitos de segunda ordem causados por choques externos.
- A autoridade monetária não deve reagir a efeitos primários, mas intervirá se houver contaminação persistente nos preços.
- A alta recente do petróleo tipo Brent, próximo a US$ 90, eleva o risco de inflação importada.
- Analistas indicam que a pressão externa pode retardar o ciclo de queda da taxa Selic.
- A ata do Copom destacou que a política fiscal e a desancoragem das expectativas de inflação pressionam a economia.
- A taxa Selic permanece em 14% ao ano, com decisões futuras dependentes da evolução dos dados econômicos.

Em sua ata mais recente, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sinalizou que adotará uma postura rigorosa diante de possíveis choques de oferta. A autoridade monetária enfatizou que, embora não pretenda reagir aos impactos primários de eventos como a volatilidade do preço do petróleo, intervirá com firmeza caso esses choques gerem efeitos de segunda ordem, comprometendo a convergência da inflação à meta estabelecida. O documento reflete a cautela do BC em um cenário global marcado por tensões geopolíticas e pela recente valorização do petróleo tipo Brent, que atingiu patamares próximos a US$ 90 por barril, elevando o risco de inflação importada.

Além dos riscos externos, o Banco Central reiterou preocupações com a política fiscal brasileira, apontando que a percepção de sustentabilidade da dívida pública impacta diretamente a curva de juros e as expectativas de inflação. Com a taxa Selic mantida em 14% ao ano, a pressão recente da commodity no mercado internacional gera um novo dilema para o Copom, com analistas indicando que o cenário pode forçar a manutenção dos juros em níveis elevados por mais tempo. O BC não forneceu sinalizações explícitas para a próxima reunião, reforçando que os próximos passos da política monetária serão estritamente dependentes da evolução dos indicadores econômicos e da resiliência das expectativas de mercado.

## Fontes

- [O petróleo voltou a subir. Isso muda a política monetária e a Selic pode demorar a cair](https://neofeed.com.br/economia/o-petroleo-voltou-a-subir-isso-muda-a-politica-monetaria-e-a-selic-pode-demorar-a-cair/) — NeoFeed (2026-08-11)
- [BC diz que reagirá “com firmeza” a eventuais efeitos provocados por choques de oferta](https://www.infomoney.com.br/economia/bc-diz-que-reagira-com-firmeza-a-eventuais-efeitos-provocados-por-choques-de-oferta/) — InfoMoney (2026-08-11)
- [BC vê inflação desacelerando, mas aponta pressão do petróleo e de gastos públicos; porta fica aberta para próxima reunião](https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/08/11/bc-ve-inflacao-desacelerando-mas-ve-pressao-do-petroleo-e-de-gastos-publicos-porta-fica-aberta-para-proxima-decisao.ghtml) — G1 (2026-08-11)
- [Ata do Copom: Risco fiscal e inflação dividem mercado sobre novos cortes na Selic](https://www.infomoney.com.br/economia/ata-do-copom-agosto-2026-mercado-futuro-selic/) — InfoMoney (2026-08-11)

## Tópicos relacionados

- [Taxa SELIC](https://dailyjournal.news/topics/taxa-selic)
- [Banco Central](https://dailyjournal.news/topics/banco-central)

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