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title: "Copom reduz taxa Selic para 14% ao ano em quarto corte consecutivo"
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published: 2026-08-05T17:45:58.817213+00:00
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publisher: "Daily Journal"
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# Copom reduz taxa Selic para 14% ao ano em quarto corte consecutivo

O Banco Central reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, citando a desaceleração da inflação e da atividade econômica.

## Pontos principais

- A taxa Selic foi reduzida de 14,25% para 14% ao ano em decisão unânime do Copom.
- Este é o quarto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual realizado pelo Banco Central em 2026.
- A decisão foi motivada pela moderação gradual da atividade econômica e pela trajetória de queda da inflação.
- O Banco Central adotou um comunicado mais curto, mantendo cautela sobre os próximos passos da política monetária.
- Mesmo com a redução, o Brasil mantém um dos maiores juros reais do mundo, estimado em cerca de 9,3%.
- Riscos fiscais domésticos, a volatilidade do preço do petróleo e o cenário externo seguem no radar do Comitê.
- Entidades industriais como CNI e Firjan classificaram o corte como positivo, mas insuficiente para estimular investimentos.
- Analistas divergem sobre a continuidade do ciclo de cortes, com parte do mercado projetando uma pausa técnica até o fim do ano.
- A meta de inflação de 3% permanece como o foco central das decisões do Banco Central para os próximos anos.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa básica de juros, a Selic, de 14,25% para 14% ao ano. A medida, que marca o quarto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual, reflete a avaliação da autoridade monetária de que a inflação apresenta uma trajetória de desaceleração, auxiliada pela moderação da atividade econômica doméstica. O Banco Central destacou que a decisão busca equilibrar a convergência da inflação à meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional com a necessidade de suavizar flutuações na economia.

Apesar da flexibilização, o tom do comunicado oficial foi interpretado pelo mercado como cauteloso. O Banco Central evitou fornecer diretrizes claras sobre a magnitude de futuros ajustes, reforçando que a trajetória dos juros dependerá da evolução de variáveis macroeconômicas críticas. Entre os principais riscos monitorados estão a incerteza fiscal brasileira, a volatilidade dos preços do petróleo no mercado internacional e os possíveis impactos da política monetária dos Estados Unidos sobre o câmbio e a inflação local.

O nível da taxa Selic continua sendo um ponto de intenso debate entre o setor produtivo e o mercado financeiro. Entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Firjan avaliaram que, embora o corte seja um passo na direção correta, o patamar de 14% ainda é restritivo. Segundo essas entidades, os juros elevados encarecem o crédito, limitam a capacidade de modernização das empresas e prejudicam a competitividade da indústria nacional, sugerindo que há espaço para uma flexibilização mais expressiva caso a credibilidade fiscal seja fortalecida.

Do ponto de vista global, o Brasil permanece em uma posição de destaque no ranking de juros reais. Mesmo após a redução, o país sustenta uma das taxas mais elevadas do mundo, superando economias emergentes como a Rússia e a Colômbia. Esse cenário reflete a persistência de condições financeiras rigorosas, necessárias, segundo o Banco Central, para ancorar as expectativas de inflação para 2026 e 2027, que ainda permanecem acima da meta de 3%.

Para os próximos meses, a expectativa de analistas é de que o Banco Central mantenha uma postura de vigilância. Enquanto parte do mercado aposta em um novo corte em setembro, economistas de instituições como a Austin Rating não descartam uma pausa técnica nas reuniões finais do ano. O sucesso do ciclo de afrouxamento monetário dependerá, em última análise, da coordenação entre a política monetária e a disciplina fiscal, fatores essenciais para garantir a estabilidade de preços a longo prazo.

## Fontes

- [Inflação e câmbio favorecem corte da Selic, mas trajetória dependerá do fiscal](https://timesbrasil.com.br/brasil/inflacao-e-cambio-favorecem-corte-da-selic-mas-trajetoria-dependera-do-fiscal/) — Times Brasil (2026-08-05)
- [Copom deve cortar Selic em 0,25 ponto, mas sinalização para setembro será foco do mercado](https://timesbrasil.com.br/brasil/copom-deve-cortar-selic-em-025-ponto-mas-sinalizacao-para-setembro-sera-foco-do-mercado/) — Times Brasil (2026-08-05)
- [Em nova redução, Copom baixa taxa Selic para 14% ao ano](https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/em-nova-reducao-copom-baixa-taxa-selic-para-14-ao-ano) — Agência Brasil (2026-08-05)
- [Corte da Selic faz Brasil cair uma posição e leva país ao 2º maior juro real do mundo](https://www.infomoney.com.br/economia/ranking-juros-reais-agosto-2026/) — InfoMoney (2026-08-05)
- [Apesar de corte na Selic, Brasil tem o maior juro real do mundo; veja ranking](https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/08/05/ranking-juro-real-agosto.ghtml) — G1 (2026-08-05)
- [Copom reduz Selic para 14% ao ano, como esperado pelo mercado, e cita desaceleração da inflação](https://investnews.com.br/economia/copom-reduz-selic-para-14-ao-ano-como-esperado-pelo-mercado-e-cita-desaceleracao-da-inflacao/) — InvestNews (2026-08-05)
- [Banco Central reduz Selic a 14% ao ano e adota comunicado mais curto após ruído de junho](https://redir.folha.com.br/redir/online/mercado/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/banco-central-reduz-selic-a-14-ao-ano-com-corte-de-025-ponto-pela-quarta-vez.shtml) — Folha de S.Paulo (2026-08-05)
- [Entidades da indústria acham corte da Selic acertado, mas reclamam de juro ainda alto](https://www.infomoney.com.br/economia/entidades-da-industria-acham-corte-da-selic-acertado-mas-reclamam-de-juro-ainda-alto/) — InfoMoney (2026-08-05)
- [BC corta Selic em 0,25 ponto, a 14% ao ano, e deixa próximos passos em aberto](https://www.infomoney.com.br/economia/banco-central-copom-decisao-selic-05082026/) — InfoMoney (2026-08-05)
- [Brasil lidera ranking de juros reais mesmo após corte da Selic](https://redir.folha.com.br/redir/online/mercado/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/brasil-lidera-ranking-de-juros-reais-mesmo-apos-corte-da-selic.shtml) — Folha de S.Paulo (2026-08-05)
- [Selic deve ter novo corte em setembro e pausa no fim do ano, diz economista-chefe da Austin Rating Alex Agostini](https://timesbrasil.com.br/brasil/selic-deve-ter-novo-corte-em-setembro-e-pausa-no-fim-do-ano-diz-economista-chefe-da-austin-rating-alex-agostini/) — Times Brasil (2026-08-06)
- [Copom reduz taxa de juros para 14% ao ano; redução de 0,25 p.p. da Selic é a quarta seguida do BC](https://timesbrasil.com.br/brasil/copom-reduz-juros-em-025-ponto-percentual-para-14-ao-ano/) — Times Brasil (2026-08-05)
- [Selic: Copom reduz taxa básica de juros para 14% ao ano](https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/08/05/selic-copom-reduz-taxa-basica-de-juros-para-14percent-ao-ano.ghtml) — G1 (2026-08-05)
- [Redução da taxa de juros ainda é insuficiente, avaliam entidades](https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/reducao-da-taxa-de-juros-ainda-e-insuficiente-avaliam-entidades) — Agência Brasil (2026-08-05)
- [Copom: Petróleo, juros nos EUA e inflação vão ditar se haverá mais cortes na Selic](https://www.infomoney.com.br/economia/copom-petroleo-juros-nos-eua-e-inflacao-vao-ditar-se-havera-mais-cortes-na-selic/) — InfoMoney (2026-08-05)

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- [Banco Central](https://dailyjournal.news/topics/banco-central)

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