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title: "Atlas da Mobilidade Social aponta rigidez na ascensão econômica no Brasil"
url: https://dailyjournal.news/news/2026-07-31/genero-raca-e-origem-familiar-limitam-mobilidade-social-no-brasil
published: 2026-07-31T05:01:35.694021+00:00
updated: 2026-07-31T12:34:07.1+00:00
categories: ["brazil", "economy"]
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language: pt-BR
publisher: "Daily Journal"
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# Atlas da Mobilidade Social aponta rigidez na ascensão econômica no Brasil

Estudo revela que origem familiar, raça e gênero são os principais determinantes para a mobilidade social, com baixa chance de ascensão para os mais pobres.

## Pontos principais

- Apenas 8,8% das crianças nascidas em lares de baixa renda alcançam o topo da pirâmide social na vida adulta.
- Jovens dos 25% mais pobres têm apenas 1,58% de chance de concluir o ensino superior, ante 37,77% entre os 25% mais ricos.
- Mulheres nascidas na pobreza têm quase o dobro da probabilidade de permanecerem nessa faixa de renda em comparação aos homens.
- Jovens não brancos enfrentam barreiras estruturais maiores para a ascensão econômica do que jovens brancos de origem equivalente.
- Filhos de famílias ricas possuem sete vezes mais chances de permanecer no topo da pirâmide do que pobres de ascenderem socialmente.
- O estudo indica que seriam necessárias até nove gerações para que famílias pobres atingissem a renda mediana no Brasil.
- Regiões Norte e Nordeste apresentam as menores taxas de mobilidade social do país, contrastando com Sul e Sudeste.

O Atlas da Mobilidade Social, desenvolvido pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS) em parceria com o Prospera Lab, aponta que o Brasil mantém níveis elevados de rigidez socioeconômica. A pesquisa, que utilizou dados de sete milhões de brasileiros nascidos entre 1983 e 1990, demonstra que a renda dos pais permanece como o principal fator determinante para o futuro financeiro dos filhos. O levantamento destaca que a educação é o motor central da mobilidade, mas o acesso a oportunidades de qualidade é desigual, refletindo problemas estruturais profundos.

As disparidades de gênero e raça agravam o cenário, com mulheres e pessoas não brancas enfrentando obstáculos significativamente maiores para a ascensão econômica. Enquanto apenas 4,51% das mulheres nascidas em famílias pobres chegam ao grupo dos 25% mais ricos, o índice entre os homens é de 11,66%. Especialistas do IMDS sugerem que a baixa mobilidade geracional é reflexo de falhas na produtividade e na gestão de recursos públicos, posicionando o Brasil entre os países com maior dificuldade de ascensão social no mundo, onde a origem familiar dita, em grande medida, o destino do indivíduo.

## Fontes

- [O de baixo sobe e o de cima desce? Não no Brasil](https://braziljournal.com/o-de-baixo-sobe-e-o-de-cima-desce-nao-no-brasil/) — Brazil Journal (2026-07-31)
- [Nascidos em famílias mais pobres tem 1,58% de chance de concluir ensino superior](https://www.infomoney.com.br/brasil/nascidos-em-familias-mais-pobres-tem-158-de-chance-de-concluir-ensino-superior/) — InfoMoney (2026-07-31)
- [Por que mulheres vulneráveis têm metade da chance dos homens de sair da pobreza](https://www.infomoney.com.br/brasil/por-que-mulheres-vulneraveis-tem-metade-da-chance-dos-homens-de-sair-da-pobreza/) — InfoMoney (2026-07-31)
- [Filho de rico tem sete vezes mais chance de ficar no topo do que pobre de enriquecer](https://redir.folha.com.br/redir/online/mercado/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/07/filho-de-rico-tem-sete-vezes-mais-chance-de-ficar-no-topo-do-que-pobre-de-enriquecer.shtml) — Folha de S.Paulo (2026-07-31)
- [Gênero, raça e origem familiar definem mobilidade social, diz estudo](https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-07/genero-raca-e-origem-familiar-definem-mobilidade-social-diz-estudo) — Agência Brasil (2026-07-31)

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