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title: "ONU expressa preocupação com novo decreto do Talibã no Afeganistão"
url: https://dailyjournal.news/news/2026-05-21/onu-expressa-preocupacao-com-novo-decreto-do-taliba-no-afeganistao
published: 2026-05-21T20:05:32.974658+00:00
updated: 2026-05-22T06:02:13.09+00:00
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publisher: "Daily Journal"
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# ONU expressa preocupação com novo decreto do Talibã no Afeganistão

Nova legislação do Talibã reduz idade mínima para casamento para 9 anos e impõe barreiras severas ao divórcio, institucionalizando abusos e gerando críticas da ONU.

## Pontos principais

- O Decreto nº 18 reduz a idade mínima para casamento para 9 anos e dificulta o acesso ao divórcio sem consentimento do marido.
- Ativistas alertam que a medida legitima o casamento infantil, prática que já atingiria cerca de 70% das meninas no país.
- A proibição da educação feminina após os 11 anos é apontada como um fator que impulsiona o aumento dos casamentos forçados.
- A ONU denuncia que o decreto institucionaliza a discriminação de gênero e a violência doméstica no Afeganistão.
- A organização internacional classificou as novas normas como um retrocesso severo que impacta diretamente os direitos de mulheres e crianças.
- O regime talibã defende que a legislação está alinhada à lei islâmica e nega a prática de casamentos forçados.

A Organização das Nações Unidas manifestou profunda preocupação com a implementação do Decreto nº 18 pelo governo do Talibã no Afeganistão. A nova legislação, que reduz a idade mínima para o casamento para 9 anos e estabelece que o silêncio de meninas pode ser interpretado como consentimento, é vista por especialistas como uma institucionalização do estupro infantil e da violência doméstica. Além disso, as normas tornam praticamente impossível para mulheres obterem o divórcio sem a autorização expressa de seus maridos, consolidando um cenário de submissão legalizada. O governo do Talibã defende a medida como alinhada à lei islâmica e nega a prática de casamentos forçados.

Ativistas de direitos humanos e órgãos internacionais alertam que o decreto formaliza práticas que já vinham crescendo no país, impulsionadas pela proibição da educação para meninas após os 11 anos. Embora não existam estatísticas oficiais, estima-se que até 70% das meninas afegãs possam estar em situações de casamento forçado ou precoce. A comunidade internacional classifica o conjunto de restrições como um retrocesso severo nos direitos humanos, agravando o isolamento do regime afegão, que mantém uma série de proibições severas sobre a fala, a vestimenta e a mobilidade das mulheres desde que retomou o poder.

## Fontes

- [UN ‘concerned’ over Taliban law that includes child marriage provision](https://www.scmp.com/news/world/russia-central-asia/article/3354430/un-expresses-grave-concern-over-taliban-decree-includes-provision-child-marriage?utm_source=rss_feed) — South China Morning Post (2026-05-21)
- [O horror das mulheres afegãs sob o Talibã - O Assunto #1725](https://g1.globo.com/podcast/o-assunto/noticia/2026/05/22/o-horror-das-mulheres-afegas-sob-o-taliba-o-assunto-1725.ghtml) — G1 (2026-05-22)
- [Taliban ‘legitimising child marriage’ with new edict, activists warn](https://www.theguardian.com/global-development/2026/may/22/taliban-legitimising-child-forced-early-marriage-law-women-rights) — The Guardian (2026-05-22)
- [UN gravely concerned by an Afghan Taliban law that has provisions on child marriage](https://www.npr.org/2026/05/22/nx-s1-5831001/un-concerned-afghan-taliban-law-child-marriage) — NPR (2026-05-22)

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