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title: "BC corta Selic para 14,5% e vê inflação da guerra em 2028"
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published: 2026-05-05T12:02:59.491855+00:00
updated: 2026-05-05T16:02:17.878+00:00
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language: pt-BR
publisher: "Daily Journal"
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# BC corta Selic para 14,5% e vê inflação da guerra em 2028

O Banco Central reduziu a taxa Selic para 14,5% ao ano, mas a ata do Copom revela preocupação com a inflação se estendendo até 2028 devido à guerra no Oriente Médio e incertezas globais.

## Pontos principais

- A taxa Selic foi reduzida de 14,75% para 14,5% ao ano, marcando o segundo corte consecutivo.
- As expectativas de inflação se afastaram da meta para este e os próximos anos após o início da guerra no Oriente Médio.
- A ata do Copom indica que a inflação pode invadir 2028, diminuindo a margem para cortes na taxa Selic.
- O Banco Central justificou a decisão pela necessidade de desacelerar a economia após um longo período de Selic alta.
- As tensões geopolíticas no Oriente Médio e a incerteza sobre a política econômica dos EUA são fatores-chave na análise do Copom.
- O custo de trazer a inflação de volta à meta é maior com expectativas desancoradas, justificando a postura restritiva.

O Banco Central do Brasil decidiu cortar a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, fixando-a em 14,5% ao ano. Esta é a segunda redução consecutiva, ocorrendo mesmo com as expectativas de inflação se distanciando da meta para o ano corrente e os próximos, influenciadas pelo conflito no Oriente Médio. Apesar do cenário inflacionário, o Comitê de Política Monetária (Copom) considerou a redução como a decisão mais adequada, visando a desaceleração econômica após um período prolongado de Selic em 15% ao ano.

A ata do Copom, divulgada posteriormente, revela uma preocupação mais aprofundada com a inflação, indicando que ela pode se estender até 2028. Essa desancoragem das expectativas de inflação para 2028 é um fator novo e preocupante, sugerindo que o Banco Central pode adotar uma postura mais cautelosa, com um ciclo de cortes de juros menor do que o esperado. O Copom manteve uma postura cautelosa, sem indicar os próximos passos para a política de juros, e levou em conta a incerteza do cenário externo, incluindo a política econômica dos EUA, e a moderação da atividade econômica doméstica.

As tensões geopolíticas no Oriente Médio e seus potenciais impactos nas cadeias de produção, distribuição e preços de petróleo são elementos-chave na análise do Copom. A probabilidade de impactos mais duradouros e a desancoragem das expectativas de inflação para 2028 preocupam o colegiado, que entende que o custo de trazer a inflação de volta à meta é maior com expectativas desancoradas, justificando a postura restritiva. Apesar dos desafios, o Copom considerou apropriado dar sequência ao ciclo de calibração da política monetária.

## Fontes

- [Copom vê inflação da guerra invadindo 2028, diminuindo margem para cortar juro](https://www.infomoney.com.br/economia/ata-do-copom-inflacao-desancorada-cortes-selic/) — InfoMoney (2026-05-05)
- [Inflação se afasta da meta, mas Banco Central julga decisão de cortar de juros como 'mais adequada'](https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/05/05/banco-central-ve-inflacao-se-distanciar-da-meta-mas-julgou-que-reducao-na-taxa-basica-de-juros-seria-mais-adequada.ghtml) — G1 (2026-05-05)
- [Copom adota cautela por tensões globais e expectativa da inflação](https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-05/copom-adota-cautela-por-tensoes-globais-e-expectativa-da-inflacao) — Agência Brasil (2026-05-05)

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