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title: "EUA bloqueiam Estreito de Ormuz; navios iranianos usam 'spoofing'"
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published: 2026-04-14T16:01:54.214831+00:00
updated: 2026-04-15T10:01:41.92+00:00
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language: pt-BR
publisher: "Daily Journal"
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# EUA bloqueiam Estreito de Ormuz; navios iranianos usam 'spoofing'

Os EUA intensificam a pressão sobre o Irã com um bloqueio naval no Estreito de Ormuz, levando navios iranianos a usar táticas de 'spoofing', enquanto a Europa planeja reabrir a rota.

## Pontos principais

- Os EUA iniciaram um bloqueio naval no Estreito de Ormuz com 10 mil militares e 12 navios de guerra.
- O Comando Central dos EUA declarou que o bloqueio aos portos iranianos está plenamente implementado, com superioridade marítima na região.
- Um navio de guerra dos EUA interceptou dois petroleiros iranianos no Golfo de Omã, ordenando-os a retornar ao porto de Chabahar.
- Oito petroleiros reverteram o curso nas primeiras 24 horas de operação, e o fluxo de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz melhorou.
- Navios ligados ao Irã estão utilizando táticas de 'spoofing' no Estreito de Ormuz para enganar sistemas de rastreamento.
- Um petroleiro chinês, o Rich Starry, foi flagrado em uma operação de "gato e rato" para evadir o bloqueio, falsificando seu sistema de identificação.
- Países europeus declinaram participar da iniciativa americana de bloqueio, e a China criticou a ação dos EUA.
- A Europa discute um plano para reabrir o Estreito de Ormuz após o fim da guerra no Irã, sem a ajuda dos EUA.
- O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu a retomada das negociações entre EUA e Irã, com o Paquistão atuando como mediador.
- Trump expressou dúvidas sobre o envio de mísseis chineses ao Irã, mas ameaçou tarifas de 50% caso a China seja pega fazendo isso.

Os Estados Unidos estabeleceram um bloqueio militar no Estreito de Ormuz, mobilizando 10 mil militares e 12 navios de guerra para impedir a passagem de embarcações com ligações iranianas. O Comando Central dos EUA (Centcom) declarou que o bloqueio aos portos iranianos está plenamente implementado, com forças americanas mantendo superioridade marítima no Oriente Médio. A ação tem como objetivo pressionar o Irã a fazer concessões e cortar sua receita de petróleo, que cobrava um 'pedágio' de até US$ 2 milhões por navio. Um dia após o início do bloqueio, um navio de guerra dos EUA interceptou dois petroleiros iranianos no Golfo de Omã, ordenando-os a retornar ao porto iraniano de Chabahar. O Centcom afirmou que oito petroleiros reverteram o curso nas primeiras 24 horas de operação, e o fluxo de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz melhorou, embora o The Wall Street Journal reporte o contrário, com dados de rastreamento indicando que ao menos nove embarcações comerciais, incluindo petroleiros sob sanções dos EUA, cruzaram o estreito desde o início da operação. Países europeus recusaram-se a participar da iniciativa americana, e a China classificou a ação como 'perigosa e irresponsável'.

Em resposta ao bloqueio, uma nova atividade enganosa de navios, conhecida como 'spoofing', foi detectada no Estreito de Ormuz. Essa tática, que envolve a manipulação de sinais de GPS e outros sistemas de rastreamento, sugere que o bloqueio americano está alterando o comportamento de embarcações ligadas ao Irã. Um petroleiro de propriedade chinesa, o Rich Starry, foi flagrado em uma operação de "gato e rato" para evadir o bloqueio, falsificando seu sistema de identificação. A utilização de 'spoofing' pode aumentar a confusão e complicar a segurança marítima na região, que já é uma via navegável crítica. Essa mudança de comportamento indica que, embora o bloqueio possa não ser totalmente eficaz em impedir a passagem, ele está forçando o Irã a adotar medidas evasivas.

O presidente Donald Trump busca pressionar o Irã para um acordo de paz, e o bloqueio do Estreito de Ormuz é uma das táticas consideradas pelos EUA para asfixiar a economia iraniana, após o fracasso de negociações diretas. A operação envolve mais de 10 mil militares americanos, navios de guerra e aeronaves, com o objetivo de garantir a liberdade de navegação para embarcações que não tenham origem ou destino no Irã. Embora os mercados de petróleo não tenham reagido significativamente à medida inicialmente, há preocupações de que a ação possa provocar retaliações do Irã. Tais retaliações poderiam causar danos maiores a ativos de energia e à economia global, que já enfrenta riscos crescentes devido a essa escalada de tensões. O Irã, por sua vez, aposta que a capacidade de Trump de suportar pressão política é limitada, transformando o bloqueio em um teste de resistência para ambos os lados.

Especialistas expressam ceticismo sobre a eficácia e as implicações do bloqueio, que visa forçar o Irã a negociar termos favoráveis aos EUA, alertando que a medida é um ato de guerra e pode provocar retaliação iraniana, aumentando a pressão sobre um cessar-fogo já frágil. A situação pode escalar para um confronto de longa duração. O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu a retomada das negociações entre EUA e Irã, com o Paquistão atuando como mediador. A China negou ter fornecido apoio militar ao Irã e ameaçou retaliar caso os EUA imponham tarifas baseadas em acusações que considera fabricadas. O líder chinês Xi Jinping pediu respeito ao direito internacional e à integridade territorial dos países do Golfo, enquanto Trump expressou dúvidas sobre o envio de mísseis chineses ao Irã, mas ameaçou tarifas de 50% caso a China seja pega fazendo isso.

Em paralelo, a Europa está desenvolvendo um plano para reabrir o Estreito de Ormuz após o fim do conflito no Irã, sem a participação dos Estados Unidos, segundo o The Wall Street Journal. O plano europeu inclui a formação de uma coalizão para remover minas marítimas e garantir a segurança da rota, com a participação de países como França e Reino Unido. O presidente francês, Emmanuel Macron, confirmou a existência do plano, que visa uma missão internacional defensiva sem a presença de países diretamente envolvidos no conflito. Há divergências entre diplomatas europeus sobre a exclusão dos EUA, com alguns temendo irritar o presidente Donald Trump, enquanto outros veem a exclusão como uma forma de aceitação pelo Irã. Macron e Keir Starmer se reunirão com dezenas de países para discutir o tema, com convites estendidos à China e à Índia.

## Fontes

- [EUA dizem que nenhum navio passou pelo bloqueio ao Estreito de Ormuz; navios chineses fazem retorno](https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/04/14/navios-fazem-regressao-de-rota-em-meio-a-bloqueio-dos-eua-ao-estreito-de-ormuz-veja.ghtml) — G1 (2026-04-14)
- [EUA dizem que bloqueio a portos iranianos está “plenamente implementado”](https://www.infomoney.com.br/mundo/eua-dizem-que-bloqueio-a-portos-iranianos-esta-plenamente-implementado/) — InfoMoney (2026-04-15)
- [EUA dizem barrar navios do Irã, mas dados mostram tráfego no Estreito de Ormuz](https://www.infomoney.com.br/mundo/eua-dizem-barrar-navios-do-ira-mas-dados-mostram-trafego-no-estreito-de-ormuz/) — InfoMoney (2026-04-14)
- [Iran Blockade Sets Up a Test of Which Side Can Endure More Pain](https://www.nytimes.com/2026/04/13/us/politics/iran-war-strait-of-hormuz-blockade-economy.html) — The New York Times (2026-04-13)
- [Europa discute plano para reabrir Estreito de Ormuz após a guerra sem ajuda dos EUA, diz jornal](https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/04/14/europa-discute-plano-para-reabrir-estreito-de-ormuz-apos-a-guerra-sem-ajuda-dos-eua-diz-jornal.ghtml) — G1 (2026-04-14)
- [Navio de guerra dos EUA intercepta petroleiros que tentavam sair do Irã, diz agência](https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/04/14/navio-de-guerra-dos-eua-intercepta-petroleiros-que-tentavam-sair-do-ira-diz-agencia.ghtml) — G1 (2026-04-15)
- [What the U.S. Blockade of Iran and the Strait of Hormuz Might Look Like](https://www.nytimes.com/2026/04/13/us/politics/strait-of-hormuz-blockade-iran-trump.html) — The New York Times (2026-04-13)
- [To Open the Strait of Hormuz, Trump Wants to Blockade Iran. Experts Are Skeptical.](https://www.nytimes.com/2026/04/13/world/middleeast/trump-iran-blockade-strait-of-hormuz.html) — The New York Times (2026-04-13)
- [Trump’s Latest Oil Blockade Brings Bigger Economic Risks](https://www.nytimes.com/2026/04/14/business/energy-environment/iran-trump-blockade-oil-prices.html) — The New York Times (2026-04-14)
- [U.S. Begins a Blockade of the Strait of Hormuz](https://www.nytimes.com/2026/04/13/world/middleeast/blockade-hormuz-iran-united-states.html) — The New York Times (2026-04-13)
- [State of U.S. Blockade Is Unclear as Some Ships Transit Strait of Hormuz](https://www.nytimes.com/2026/04/14/world/middleeast/us-blockade-strait-hormuz-iran-ships-traffic.html) — The New York Times (2026-04-14)
- [Two Iran-Linked Ships Passed Through Strait of Hormuz Ahead of U.S. Blockade](https://www.nytimes.com/2026/04/13/world/middleeast/strait-hormuz-shipping-iran-blockade-trump.html) — The New York Times (2026-04-14)
- [Ship ‘Spoofing’ in Strait of Hormuz May Compound Confusion](https://www.nytimes.com/2026/04/14/world/middleeast/strait-of-hormuz-naval-blockade-ship-spoofing.html) — The New York Times (2026-04-15)

## Tópicos relacionados

- [Estreito de Ormuz](https://dailyjournal.news/topics/estreito-de-ormuz)
- [Tensão Irã x EUA](https://dailyjournal.news/topics/tensao-ira-x-eua)
- [Donald Trump](https://dailyjournal.news/topics/donald-trump)

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