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title: "Mercados globais reagem à escalada do conflito no Oriente Médio"
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published: 2026-03-30T09:00:36.909359+00:00
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language: pt-BR
publisher: "Daily Journal"
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# Mercados globais reagem à escalada do conflito no Oriente Médio

A escalada do conflito no Oriente Médio, com ataques envolvendo o Irã e ameaças de Trump, eleva os preços do petróleo e impacta moedas e bolsas, alterando projeções de inflação e juros no Brasil e globalmente.

## Pontos principais

- Futuros do S&P 500 subiram, enquanto mercados da Ásia-Pacífico e Europa registraram quedas ou instabilidade.
- O Ibovespa subiu 1,09%, atingindo 183.538,50 pontos, impulsionado por ações da Vale e Petrobras.
- Preços do petróleo Brent e WTI aumentaram significativamente, com o Brent superando US$ 115, devido à tensão na região e ameaças de fechamento do Estreito de Ormuz.
- Donald Trump pressionou o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz, ameaçando ataques a instalações de energia.
- Rendimentos dos títulos americanos caíram, com o mercado reduzindo as chances de alta de juros pelo Federal Reserve em 2026 para 25%.
- O dólar abriu em alta de 0,16%, cotado a R$ 5,2496, oscilando próximo à estabilidade ante o real.
- Analistas elevaram a projeção para a inflação oficial (IPCA) no Brasil para 4,31% em 2026, marcando o terceiro aumento consecutivo.
- Apesar do aumento da inflação, a projeção para a taxa Selic no fim de 2026 foi mantida em 12,5% ao ano, mas o BC não descarta rever o ciclo de baixa.
- A alta do petróleo afeta diversas cadeias produtivas, elevando custos de transporte, produção e preços de produtos como alimentos e medicamentos.
- Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, afirmou que o Brasil está mais preparado para a volatilidade do petróleo devido à sua posição de exportador e à política monetária contracionista.

Os mercados financeiros globais reagiram à intensificação do conflito no Oriente Médio, com ataques envolvendo o Irã e seus aliados. Enquanto os futuros de Nova York, como o S&P 500, registraram alta de 0,21%, as bolsas na Ásia-Pacífico fecharam em baixa e as europeias operaram sem direção única, refletindo a preocupação com a instabilidade geopolítica. As ações asiáticas, em particular, registraram quedas significativas, impulsionadas pela disparada dos preços do petróleo e as incertezas sobre a escalada da guerra EUA-Irã. No Brasil, o Ibovespa Futuro operou em alta, acompanhando o cenário externo e a expectativa por falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. O Ibovespa subiu 1,09%, atingindo 183.538,50 pontos, impulsionado por ações da Vale e Petrobras. O dólar, por sua vez, abriu em alta de 0,16%, cotado a R$ 5,2496, oscilando próximo à estabilidade em relação ao real, com os investidores atentos aos desdobramentos do conflito e à palestra de Galípolo.

Os preços do petróleo Brent e WTI subiram significativamente, impulsionados pela escalada no Oriente Médio, declarações sobre o petróleo iraniano e a ameaça de fechamento do Estreito de Ormuz. O petróleo Brent subiu 2,07% para US$ 114,90, e o WTI para US$ 101,31, com o produto caminhando para uma valorização mensal de 59%, aproximando-se da maior alta mensal em décadas. Donald Trump pressionou o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz, ameaçando ataques a instalações de energia. A região asiática teme o impacto no acesso ao Estreito de Ormuz, crucial para o transporte de petróleo. Especialistas indicam que os mercados antecipam um período prolongado de preços elevados do petróleo, o que pode ter implicações estagflacionárias para a economia global.

As ações europeias permaneceram estáveis, com o índice pan-europeu STOXX 600 sem grandes variações, enquanto investidores aguardam a divulgação de dados de inflação na Alemanha e monitoram os impactos da guerra no Oriente Médio. O Brent superou US$ 115 por barril devido ao conflito e interrupções nas rotas marítimas, alimentando temores inflacionários. O presidente do banco central francês afirmou que o BCE está determinado a conter a inflação impulsionada pela energia. A alta do petróleo afeta diversas cadeias produtivas, elevando custos de transporte, produção e preços de produtos como alimentos e medicamentos, gerando temores de inflação e desaceleração econômica.

No cenário doméstico, a alta do petróleo e a tensão geopolítica influenciam as expectativas econômicas. Analistas do mercado financeiro elevaram a projeção para a inflação oficial (IPCA) no Brasil para 4,31% em 2026, conforme o Boletim Focus, marcando o terceiro aumento consecutivo. Apesar da elevação, a projeção de inflação ainda se mantém dentro do limite superior da meta estabelecida pelo CMN (4,5%). A previsão para a taxa Selic no fim de 2026 foi mantida em 12,5% ao ano, apesar do aumento da inflação, e a pesquisa Focus indicou um corte menor da Selic em abril. A taxa Selic foi reduzida em 0,25 ponto percentual pelo Copom, para 14,75% ao ano, mas o Banco Central não descarta rever o ciclo de baixa devido a tensões no Oriente Médio. A inflação acumulada em 12 meses recuou para 3,81% em fevereiro, abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024. A meta contínua de inflação do Banco Central é de 3%, com variação entre 1,50% e 4,50%. A projeção de crescimento do PIB para 2026 foi ligeiramente elevada para 1,85%, e a taxa de câmbio para o fim de 2026 e 2027 permaneceu em R$ 5,40 e R$ 5,45, respectivamente. Rendimentos dos títulos americanos caíram, com o mercado reduzindo as chances de alta de juros pelo Federal Reserve em 2026 para 25%, enquanto dados econômicos como o IGP-M e o Relatório Focus são monitorados no Brasil.

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, defendeu cautela na análise dos efeitos da guerra na inflação e atividade econômica, afirmando que o Brasil está mais preparado que outros países para enfrentar a volatilidade do preço do petróleo. Essa vantagem se deve à sua posição de exportador líquido de petróleo e à política monetária contracionista, com a taxa Selic em 14,75% ao ano. Galípolo destacou que o nível elevado de juros no Brasil criou uma "gordura" que permite cortar a taxa básica mesmo sob pressão da guerra no Oriente Médio, comparando o país a um "transatlântico" que não fará movimentos bruscos na política monetária. Ele ressaltou que a atual elevação do preço do petróleo é um choque de oferta, não de demanda, o que pode levar a "inflação para cima e crescimento para baixo" em 2026.

## Fontes

- [Mercado eleva previsão da inflação para 4,31% este ano](https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/mercado-eleva-previsao-da-inflacao-para-431-este-ano) — Agência Brasil (2026-03-30)
- [Petróleo se aproxima dos US$ 115 e caminha para maior alta mensal em décadas](https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/03/30/cotacao-petroleo.ghtml) — G1 (2026-03-30)
- [Dólar hoje oscila próximo de R$ 5,24, com investidores monitorando de conflito no Irã](https://www.infomoney.com.br/mercados/dolar-hoje-abertura-fechamento-comercial-turismo-30032026/) — InfoMoney (2026-03-30)
- [Ibovespa sobe forte e chega a 184 mil pontos puxado por Vale e Petrobras](https://www.infomoney.com.br/mercados/ibovespa-sobe-forte-e-chega-a-184-mil-pontos-puxado-por-vale-e-petrobras/) — InfoMoney (2026-03-30)
- [Ações europeias permanecem estáveis antes de dados de inflação](https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/03/30/acoes-europeias-estaveis.ghtml) — G1 (2026-03-30)
- [Guerra no Oriente Médio: alta do petróleo deve elevar inflação e frear economia, diz presidente do BC](https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/03/30/banco-central-galipolo-safra-macro-day.ghtml) — G1 (2026-03-30)
- [Ações asiáticas recuam com disparada dos preços do petróleo e incertezas sobre fim da guerra no Oriente Médio](https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/03/30/acoes-disparada-dos-precos-do-petroleo-e-incertezas-sobre-fim-da-guerra-no-oriente-medio.ghtml) — G1 (2026-03-30)
- [Dólar abre com petróleo em alta e tensão no Oriente Médio](https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/03/30/dolar-ibovespa.ghtml) — G1 (2026-03-30)
- [Ibovespa Futuro sobe, seguindo exterior, antes de falas de Galípolo e de olho no Irã](https://www.infomoney.com.br/mercados/ibovespa-futuro-sobe-seguindo-exterior-antes-de-falas-de-galipolo-e-de-olho-no-ira/) — InfoMoney (2026-03-30)
- [Focus, conflito no Irã, propostas para diesel e mais destaques desta 2ª](https://www.infomoney.com.br/mercados/focus-conflito-no-ira-propostas-para-diesel-e-mais-destaques-desta-2a/) — InfoMoney (2026-03-30)
- [Preço de petróleo bate US$ 115 por barril](https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/03/29/preco-de-petroleo-bate-us-115-por-barril.ghtml) — G1 (2026-03-29)
- [Bolsas asiáticas fecham em queda com falta de trégua em guerra no Oriente Médio](https://www.infomoney.com.br/mercados/bolsas-asiaticas-fecham-em-queda-com-falta-de-tregua-em-guerra-no-oriente-medio/) — InfoMoney (2026-03-30)
- [Futuros de NY sobem com investidores monitorando conflito no Irã](https://www.infomoney.com.br/mercados/futuros-de-ny-sobem-com-investidores-monitorando-conflito-no-ira/) — InfoMoney (2026-03-30)
- [Galípolo: Brasil está mais preparado para volatilidade do petróleo](https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/galipolo-brasil-esta-mais-preparado-para-volatilidade-do-petroleo) — Agência Brasil (2026-03-30)
- [Com Guerra no Oriente Médio, mercado financeiro eleva novamente sua estimativa de inflação neste ano](https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/03/30/com-guerra-no-oriente-medio-mercado-financeiro-eleva-novamente-sua-estimativa-de-inflacao-neste-ano.ghtml) — G1 (2026-03-30)

## Tópicos relacionados

- [Tensão Irã x EUA](https://dailyjournal.news/topics/tensao-ira-x-eua)
- [Ibovespa](https://dailyjournal.news/topics/ibovespa)

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