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title: "Líder indígena Guarani-Kaiowá é anistiado 43 anos após sua morte"
url: https://dailyjournal.news/news/2026-03-28/lider-indigena-guarani-kaiowa-e-anistiado-43-anos-apos-sua-morte
published: 2026-03-28T00:01:16.683907+00:00
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language: pt-BR
publisher: "Daily Journal"
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# Líder indígena Guarani-Kaiowá é anistiado 43 anos após sua morte

Marçal Souza Tupã-Y, líder indígena Guarani-Kaiowá assassinado em 1983, recebeu anistia política post-mortem da Comissão de Anistia, com o Estado brasileiro pedindo desculpas e garantindo reparação à família.

## Pontos principais

- Marçal Souza Tupã-Y, líder indígena Guarani-Kaiowá, foi anistiado politicamente post-mortem pela Comissão de Anistia, 43 anos após seu assassinato em 1983.
- A anistia foi concedida com base na lei que repara pessoas atingidas por atos de exceção com motivação política entre 1946 e 1988.
- O pedido de anistia foi feito em 2023 pela família de Marçal e pelo Ministério Público Federal (MPF).
- A ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, Macaé Evaristo, pediu desculpas em nome do Estado brasileiro pelas violações sofridas.
- A União admitiu responsabilidade e concederá reparação econômica de R$ 100 mil aos familiares de Marçal.

A Comissão de Anistia concedeu anistia política post-mortem a Marçal Souza Tupã-Y, líder indígena Guarani-Kaiowá, 43 anos após seu assassinato em 1983. A decisão reconhece as violações sofridas por Marçal durante o regime ditatorial brasileiro, baseada na lei que repara pessoas afetadas por atos de exceção com motivação política entre 1946 e 1988. O pedido de anistia foi apresentado em 2023 pela família de Marçal e pelo Ministério Público Federal.

Durante a cerimônia, a ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, Macaé Evaristo, pediu desculpas em nome do Estado brasileiro pelas atrocidades cometidas. A União admitiu sua responsabilidade pelas violações e concederá uma reparação econômica de R$ 100 mil aos familiares de Marçal. Marçal, que era técnico de enfermagem da Funai, foi alvo de vigilância e transferências forçadas devido à sua atuação política. A terra indígena Nhanderu Marangatu, onde ele vivia, teve sua homologação em 2005, mas a efetiva entrega do território só ocorreu em 2024.

## Fontes

- [Líder indígena brasileiro é anistiado 43 anos após sua morte](https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/lider-indigena-brasileiro-e-anistiado-43-anos-apos-sua-morte) — Agência Brasil (2026-03-27)

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