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title: "Estudo aponta alinhamento de quilombolas a agendas de justiça climática"
url: https://dailyjournal.news/news/2026-03-11/estudo-aponta-alinhamento-de-quilombolas-a-agendas-de-justica-climatica
published: 2026-03-11T19:04:27.010884+00:00
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language: pt-BR
publisher: "Daily Journal"
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# Estudo aponta alinhamento de quilombolas a agendas de justiça climática

Uma pesquisa do Instituto Sumaúma revela que comunidades quilombolas utilizam práticas culturais e comunicacionais para preservar sua memória e lutar por direitos, alinhando-se a pautas de justiça climática, racial e territorial.

## Pontos principais

- O Instituto Sumaúma mapeou entidades quilombolas, identificando forte alinhamento com agendas de justiça climática, racial e territorial.
- A pesquisa consultou 53 agentes de comunicação e 8 lideranças quilombolas, observando a produção de conteúdos que preservam a memória e a cultura.
- Temáticas como racismo, políticas públicas, educação, problemas ambientais e demarcação territorial são debatidas nas práticas culturais e comunicacionais quilombolas.
- A falta de dados sobre a população quilombola, evidenciada pelo Censo do IBGE de 2022, resulta na privação de direitos básicos.
- Dificuldades como acesso limitado à internet e falta de incentivo financeiro afetam a produção de conteúdo digital quilombola.

Um estudo recente do Instituto Sumaúma aponta que as comunidades quilombolas no Brasil estão intrinsecamente alinhadas às agendas de justiça climática, racial e territorial. A pesquisa, que mapeou diversas entidades quilombolas, destaca como essas comunidades empregam suas práticas culturais e comunicacionais para preservar a memória coletiva e lutar por seus direitos fundamentais. Juliane Sousa, pesquisadora quilombola, ressalta a importância do estudo para reconhecer as ações culturais e comunicacionais dessas comunidades, além de auxiliar no acesso a editais e financiamentos.

O levantamento consultou 53 agentes de comunicação e 8 lideranças quilombolas, observando a produção de conteúdos que abordam temas como racismo, políticas públicas, educação, problemas ambientais e demarcação territorial. Apesar do engajamento, as comunidades enfrentam desafios significativos, como a falta de acesso à internet, limitações financeiras e a ausência de incentivo por parte de financiadores, o que impacta a produção de conteúdo digital. A carência de dados oficiais sobre a população quilombola, evidenciada pelo primeiro Censo do IBGE em 2022 a incluir essa categoria, contribui para a privação de direitos básicos. Para aumentar a visibilidade e facilitar o contato com esses comunicadores e agentes culturais, o Instituto Sumaúma criou um mapa interativo.

## Fontes

- [Quilombolas estão alinhados a agendas de justiça climática, diz estudo](https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-03/quilombolas-estao-alinhados-agendas-de-justica-climatica-diz-estudo) — Agência Brasil (2026-03-11)

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