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title: "MBRF realocará grávidas após 77 abortos e 113 partos prematuros em frigorífico"
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published: 2026-03-05T22:01:55.626225+00:00
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language: pt-BR
publisher: "Daily Journal"
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# MBRF realocará grávidas após 77 abortos e 113 partos prematuros em frigorífico

A MBRF firmou acordo com o MPT para realocar gestantes de áreas de alto ruído em sua unidade de Lucas do Rio Verde (MT), após investigação apontar 77 abortos e 113 partos prematuros entre 2019 e 2025.

## Pontos principais

- A MBRF e o Ministério Público do Trabalho (MPT) firmaram acordo para realocar trabalhadoras grávidas de áreas com ruído igual ou superior a 80 decibéis.
- A investigação do MPT identificou 77 abortos confirmados e 113 partos prematuros entre 2019 e 2025, possivelmente relacionados à exposição a ruído na unidade de Lucas do Rio Verde (MT).
- A empresa se comprometeu a realocar as gestantes sem redução de salário ou benefícios e a implementar um programa de gestão de saúde específico para elas.
- O acordo prevê a criação de um protocolo de atendimento a gestantes, incluindo fluxogramas visíveis e veículo exclusivo para transporte emergencial.
- O MPT pede R$ 20 milhões por danos morais coletivos, valor que ainda será analisado pela Justiça, enquanto a MBRF nega correlação entre os casos e as atividades.

A MBRF, empresa do setor frigorífico, firmou um acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT) para realocar trabalhadoras grávidas de áreas com ruído igual ou superior a 80 decibéis em sua unidade de Lucas do Rio Verde (MT). A medida surge após uma investigação do MPT que identificou 77 abortos confirmados e 113 partos prematuros entre 2019 e 2025, possivelmente relacionados à exposição a ambientes barulhentos. A investigação foi ampliada após o aborto espontâneo de uma funcionária venezuelana grávida de gêmeas em abril de 2024.

Conforme o acordo, a MBRF se comprometeu a realocar as gestantes sem redução de salário ou benefícios e a implementar um programa de gestão de saúde específico, incluindo um protocolo de atendimento e veículo exclusivo para transporte emergencial. Em caso de descumprimento, a empresa estará sujeita a multas de R$ 50 mil por irregularidade e R$ 20 mil por trabalhadora prejudicada. O MPT ainda pleiteia R$ 20 milhões por danos morais coletivos, valor que será analisado pela Justiça, embora a MBRF negue correlação entre os casos e as atividades.

## Fontes

- [MBRF fecha acordo com o MPT e vai transferir grávidas de áreas de risco após casos de aborto em frigorífico](https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2026/03/05/mbrf-acordo-mpt-gravidas.ghtml) — G1 (2026-03-05)

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