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title: "Excesso de oferta global impede disparada do petróleo, apesar de tensões geopolíticas"
url: https://dailyjournal.news/news/2026-02-08/excesso-de-oferta-global-impede-disparada-do-petroleo-apesar-de-tensoes-geopolit
published: 2026-02-08T09:01:08.717828+00:00
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publisher: "Daily Journal"
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# Excesso de oferta global impede disparada do petróleo, apesar de tensões geopolíticas

Mesmo com ameaças dos EUA ao Irã e à Venezuela, o preço do petróleo não dispara devido ao excesso de oferta global, impactando a economia brasileira e os preços dos combustíveis.

## Pontos principais

- Tensões geopolíticas envolvendo EUA, Irã e Venezuela não alteraram significativamente as expectativas de preços do petróleo para 2026, que devem permanecer entre US$ 60 e US$ 65 o barril.
- O mercado internacional de petróleo enfrenta um excesso de oferta, o que contribui para manter os preços baixos, apesar de oscilações de curto prazo causadas por eventos políticos.
- Ações de Trump, como o ataque à Venezuela e ameaças ao Irã, causaram picos temporários nos preços, mas o efeito foi limitado e de curta duração.
- No Brasil, o petróleo mais barato ajuda a conter a inflação dos combustíveis, mas pode prejudicar as contas públicas ao reduzir a arrecadação de royalties e dividendos da Petrobras.

Apesar das recentes tensões geopolíticas envolvendo as ameaças dos Estados Unidos ao Irã e à Venezuela, o preço do petróleo no mercado internacional não tem disparado. Especialistas apontam que o principal fator para essa estabilidade é o excesso de oferta global, que prevalece sobre os riscos políticos e mantém as expectativas de preço para 2026 entre US$ 60 e US$ 65 o barril. Embora as ações de Trump tenham provocado picos temporários, seus efeitos foram limitados e de curta duração, indicando que a dinâmica de oferta e demanda continua sendo o principal motor dos preços.

No cenário brasileiro, o petróleo mais barato traz um alívio para a inflação dos combustíveis, beneficiando os consumidores. Contudo, essa mesma condição pode impactar negativamente as contas públicas, diminuindo a arrecadação de royalties e dividendos da Petrobras. A política de preços da estatal busca reduzir a volatilidade, o que explica por que a queda do petróleo nem sempre se reflete imediatamente nos valores da gasolina nas bombas.

## Fontes

- [Por que o petróleo não dispara mesmo com ameaças de Trump ao Irã e à Venezuela](https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/02/08/por-que-o-petroleo-nao-dispara-mesmo-com-ameacas-de-trump-ao-ira-e-a-venezuela.ghtml) — G1 (2026-02-08)

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